Grupo Sinop resgata história viva de Santa Carmem-MT: Os primeiros moradores do município contaram sua história para os alunos do ensino básico e médio da cidade

Olhos atentos, vidrados em cada palavra que eram ditas por aqueles que chegaram ao município de Santa Carmem-MT quando o local ainda dava seus primeiros passos rumo à linda cidade que se transformou. Cada detalhe foi captado, anotado e depois questionado pelos alunos da rede municipal da cidade.

 

Todo esse encantamento estava estampado no rosto das crianças, que não conseguem sequer mensurar o que significava viver há 30 ou 40 anos atrás. As jovens mentes se impressionavam com a ideia de não ter água, luz e nem mesmo estradas. Uma geração acostumada com TV e internet, ficava impressionada com a realidade vivida por aqueles que construíram a história do município, e que naquele Encontro de Pioneiros eles tiveram a oportunidade de ouvir.

 

Dentre os colonizadores, estava a figura enigmática do agricultor Antônio Alves Ferreiro, conhecido como Seu Maroca, com uma aparência bem fechada (só aparência mesmo), mas que esconde uma calma e simpatia antes não imaginada pelo público presente. Orgulhoso de toda sua trajetória, ele fez questão de ser detalhista ao revelar cada momento vivido até chegar em Santa Carmem.

 

“Eu nasci no Ceará e depois vivi anos no Paraná, mas sabia que meu destino estava mesmo em Mato Grosso. Do momento que decidi vir conhecer as terras tão distantes para mim até a partida, foi um ano. Não me arrependo nenhum minuto, mas não foi fácil, tive oito malárias e muita luta, mas é aqui que sou feliz”, contou orgulhoso o senhor de 74 anos, pai de 8 filhos, avô de 17 netos e 1 bisneta. Além de agricultor, seu Maroca também é uma liderança política na cidade.

 

Vinda de Santa Catarina, a comerciante Luiza Backes, de 75 anos, conta que levou quatro dias de viagem de Sinop a Santa Carmem.

 

“Quando chegamos não tinha luz elétrica. Os mantimentos muitas vezes vinha pelo avião da força aérea mas, mesmo com as dificuldades, era um sonho novo. Aqui eu vivi a minha vida e criei meus 5 filhos. Não troco essa cidade por nada”, afirmou.

 

Com uma didática impressionante e muito orgulho nos olhos, a prof.ª Mariazinha – uma figura pequenininha e muito calma – encantou os alunos ao explicar que a escola em que eles estudam demorou muito para ser construída.

 

“Nós tínhamos somente duas salas de aula, feitas em madeira, como um barracãozinho, mas era ali que mudamos a vida de muita gente. Hoje eu vejo a escola grande, bem estruturada e sinto orgulho de ter feito parte de tudo isso. Tenho alunos formados em medicina, direito, dentistas e tantas outras profissões, tenho orgulho de ter feito a diferença na vida deles”, revelou.

 

Também pioneira e com forte espírito de liderança, a comerciante Maria Mirdes contou para os alunos sobre a primeira campanha de vacinação feita no município.

 

“A nossa saúde aqui sempre foi bastante precária, mas como já tínhamos muitos moradores na região e precisávamos garantir a vacinação das crianças, fui atrás para conseguir trazer as campanhas para cá e, com isso, um pouco mais de tranquilidade para as nossas crianças”, explicou.

 

Vinda com os pais ainda na adolescência, Ana Fátima Bremide, de 61 anos, é membro de uma das primeiras famílias a se instalarem no município.

 

“Eu me lembro de que a Colonizadora Sinop era uma espécie de prefeitura. Tudo o que precisávamos, ela nos ajudava. Então, mesmo com as dificuldades e a pouca estrutura, estávamos amparados”.

 

O primeiro prefeito eleito de Santa Carmem, Olídio Pedro Bortolas, também fez questão de contar para os alunos como era o município.

 

“Para chegar até aqui, as pessoas passavam três meses na estrada. Tinham que esperar o rio baixar para chegar até Carmem. Aqui é, e sempre foi, uma terra de oportunidades”, destacou.

 

Para a professora Jiracir Neres, o contato dos alunos com os primeiros colonizadores do município é extraordinário para o desenvolvimento deles.

 

“Essa ideia da Colonizadora Sinop é muito boa para nós. Essa convivência traz um interesse nos alunos muito grande, é a história viva sendo contada a eles, verdadeiramente uma grande oportunidade”, disse a professora complementando, ainda dizendo que após este tipo de encontro, os alunos se tornam mais receptivos nas aulas.

 

 

O projeto:

 

O Encontro Entre Os Pioneiros é um projeto do Grupo Sinop para ressaltar a importância de quem construiu a história dos municípios.

O projeto realizado pelo departamento de marketing da empresa, tem como interlocutor o professor e historiador Luiz Irardi, que mantém o contato com os pioneiros e organiza as visitas.

 

“A Semana busca valorizar o papel desempenhado pelos pioneiros, que foram heróis. Essas famílias abandonaram suas cidades para enfrentar o desconhecido. Então, alguns deles vão até as escolas públicas e particulares para contar aos alunos o que eles viveram. É a história contada pelos autores”, explica o Irardi.

 

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